IA no Audiovisual, o que precisamos saber?
- Black Pixel Studios
- 30 de jun.
- 2 min de leitura

De uns anos para cá, sentimos um grande reflexo da IA em nossas vidas. Aconteceu nos filmes, nas redes sociais e se estende ao nosso dia a dia com ChatGPT, Gemini, entre outras ferramentas que hoje já são obrigatórias em nosso cotidiano.
Para o mercado audiovisual, temos um novo target a ser alcançado, mas será que estamos prontos?
No último ano, tudo mudou, produções que antes duravam anos, passaram a ser concluídas em dias, a estética de efeitos 3D mudou drasticamente, as redes sociais foram bombardeadas por animais falantes e entre outras criações que deixaram a gente pensando: Isso é Real ou é IA?Um dos propulsores deste mercado foi a Higgsfield que lançou uma plataforma democrática, um conjunto de IA’s generativas para fotos, vídeos, efeitos, conglomeradas em um único site, e isso funcionou muito bem a princípio: uma ferramenta revolucionária e "acessível" para todos.
O que acontece é sempre igual: nasce uma demanda, gera-se outra. Ascensão da IA = valorização do artesanal. Rapidamente, a IA foi ficando genérica, uma solução para baixo orçamento. Mas será que deveria ser para um orçamento tão baixo?
O impacto no mercado a princípio é o efeito cascata.
As demandas por placas de vídeo, memória e processadores aumentam; logo, seus preços também. Afinal, a ferramenta tem um preço democrático, mas e o hardware necessário para rodar a ferramenta nem tanto.
O mercado não foi educado para precificação; portanto, a preocupação é realmente a generalização da ferramenta, com profissionais operando com pouca instrução sobre como precificar.
“É uma fase”, a famosa adaptação do mercado: um momento em que as coisas precisam se bagunçar para depois se organizar. O audiovisual é um mercado em ascensão e vai passar por isso nos próximos anos. Já é uma realidade.
As integrações já começaram. A Higgsfield imediatamente se vinculou ao Premiere da Adobe, facilitando ainda mais a geração de conteúdo e, antes mesmo de o público reclamar, a mesma integração foi anunciada para o DaVinci Resolve.
Em pronunciamento recente, o CEO da Adobe reforçou a aposta da empresa em agentes de IA como o futuro da criação de conteúdo. Além da expansão do Firefly com modelos de IA de empresas como Google, Runway, Kling e ElevenLabs, a Adobe apresentou o novo Assistente de IA do Firefly, que permite ao usuário descrever o resultado desejado em linguagem natural enquanto a plataforma orquestra e executa fluxos de trabalho complexos entre aplicativos como Photoshop, Firefly, Premiere Pro, Express, Lightroom e Illustrator, reunindo todo o processo em uma única interface conversacional.
O futuro já chegou. A maneira de trabalharmos já mudou. É hora de encarar o novo fluxo e nós especializarmos nas novas demandas.



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